Olá, pessoa!
Chegou aquela época conturbada do ano, mas eu não achei que ia ser tão conturbada assim. No meio de um monte de compromisso, ainda arrumei um resfriado, ou gripe, ou inflamação alérgica, ou o que quer que seja que eu peguei que me derrubou uma semana inteira.
Mas, aparentemente, eu sobrevivi. O suficiente para te mandar a última newsletter do ano!
Você deve estar pensando na cara de pau de quem acabou de começar a newsletter e já vai tirar férias. Mas esse sou eu, vai ter que ir se acostumando.
2025 foi um ano curioso. Se eu tivesse que dar uma nota, provavelmente seria positiva. Só que não pelo que aconteceu nele em si, mais pelo que ele trouxe que pode virar resultado em 2026. Por isso, não dá para dizer que foi especialmente ruim ou especialmente bom. Um ano de schrödinger.
Isso significa que, se as coisas seguirem uma lógica (nem sempre seguem), terei muita coisa para compartilhar no ano que vem. Tomara! Datas são ciclos autoimpostos, mas são ciclos de qualquer forma.
Ok, então, sobre o que falar na última newsletter do ano? Algo importante e motivacional? Uma mensagem carinhosa? Um presente para os leitores?
Se você pensou em alguma dessas possibilidades, não deve ter prestado atenção ali em cima quando disse que dezembro tá sendo difícil. Fique com ruminações sobre filmes de natal e aceita que é o que tem pra hoje!
[Cinema]
Eu tenho um ritual já de alguns anos de sempre pegar uns filmes de natal para assistir. Nem sempre bons filmes. Embora este ano esteja um pouco mais fraco, ainda tenho duas semanas para escolher o melhor e o pior da época.
Minha regra é só uma: o filme tem que ser lançado no ano em vigência. Isso me impede de ir atrás de títulos que prometem mais e me forçam a assistir as grandes pérolas. Mas por que eu faço isso? Eu não sei, de verdade. É só uma tradição para manter e ter um clima diferente em dezembro em relação ao resto da ano. Ajuda a resetar o cérebro para o que está por vir.
O mais engraçado é que, quanto mais filmes de natal se vê, mais os padrões ficam claros. Atualmente, a moda dos filmes de natal (tirando raras exceções) é dividida em 3 categorias:
Filmes com atores que já foram muito famosos e não são mais tão requisitados — na maioria das vezes, atrizes descartadas pelas grandes produções por já terem passado dos 35 anos, nessa incrííííível indústria inclusiva de Hollywood. Ano passado foi a Lindsay Lohan. Já este ano, a escolhida foi a Alicia Silverstone.
Filmes canadenses com nada ou quase nada de orçamento. São produções feitas num nível de cena interna de ceia usando tela verde. Sim, tela verde pra uma sala porque não tinham dinheiro nem pra um estúdio. Praticamente um 90 Dias Para Casar com um script pior.
Filmes canadenses com atores que já foram muito famosos. Basicamente, a junção das categorias 1 e 2.
Esses são os filmes realmente ruins, tão ruins que geram deliciosas gargalhadas. 90% deles são produções que a Netflix compra para rechear o catálogo no natal. Um exemplo muito engraçado é de 2024: O Brilho do Natal, um filme que se aproveita na cara dura do hype em torno do relacionamento da Taylor Swift e conta uma história de amor entre uma cantora e um jogador de futebol americano.
Eu lembro alguma coisa da história um ano depois de ver? Não. Só lembro que a cantora soltava várias frases aleatórias que eram títulos de música ou versos da Taylor, praticamente um fair use cinematográfico.

Impossível ver essa capa e não assistir
Porém, não é só de filme ruim que vive o natal. Nessa de assistir os títulos em destaque do ano, sempre tem algum que surpreende. Este ano mesmo temos um exemplo.
um. natal. surreal é uma produção da Amazon e está disponível no Prime Video. É a história de uma mãe que se esforça muito para propiciar o melhor natal possível para a família todos os anos e nunca é reconhecida por isso.
Não é um filme espetacular. A premissa é tão na cara o tempo todo que incomoda — tem até narração da protagonista sem motivo nenhum de ter! Mas o roteiro leve, boas piadas e um frescor de temas dentro do gênero acaba deixando um gostinho bom no final. Sem contar o elenco, que tem Michelle Pfeiffer, Chloe Grace Moretz, Felicity Jones, aquele rapaz do The Holdovers que não lembro o nome e o Jason Scha… Schwarz… Shuar… Schablauman.

Esse até que vale assistir
Enquanto escrevo isso, dezembro ainda tem o que dar e vou tentar ver pelo menos mais um ou dois filmes desses bem ruinzinhos, sempre com uma ponta de esperança de que sejam secretamente bons. Se não forem, não tem problema. Faz parte da tradição.
[Música]
Falando em tradição, dezembro é também quando todo artista quer lançar uma música de natal na esperança de ser a próxima Mariah Carey. Não serão.
Infelizmente, não consegui ouvir muitas das músicas lançadas em 2025, então não tenho nada para sugerir. O que vou fazer é deixar a melhor música de natal já feita na versão de uma cantora que gosto muito — e que, por coincidência, é canadense.
[Finalmentes]
Vou ficando por aqui pelo ano. Um feliz natal para você, para quem você se importa e um 2026 terrível para seus inimigos. Até ano que vem!
Até a próxima!
Guilherme L. A. Pimenta
